ATTAC Portugal

O mundo não está à venda

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  • ATTAC

    A ATTAC foi criada em França em 1998 com o objectivo de se bater pela implementação da Taxa Tobin, um instrumento de regulação dos mercados cambiais.
    Desde essa altura a ATTAC alargou em muito o seu âmbito de actuação e constituiu uma rede de plataformas em vários países por todo o Mundo.
    A ATTAC-Plataforma Portuguesa foi criada em 1999. Em Dezembro de 2002 realizou o seu primeiro Encontro Nacional, do qual sairam os estatutos e programa de acção.
    Aqui, como em todo o mundo, a ATTAC bate-se por uma globalização solidária, contra a guerra, a exploração e a discriminação.
    Esta é uma luta de milhões, em que cabe sempre mais um(a).

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Racionamento de cereais

Publicado por ptattac em 30/04/08

Grande depressão? Segunda Guerra Mundial? Seca em África?
Nada disso! Business as usual no mundo globalizado de 2008…

Neste momento em que temos a clara consciência de ver a história a acontecer, percebermos que estamos à beira de uma mudança radical na vida como a conhecemos. Conceitos que pareciam relativamente longínquos como fome generalizada à nossa porta ou prateleiras vazias nos supermercados europeus e americanos estão a começar a acontecer e a uma velocidade quase impensável…
Tudo isto sem que ninguém considere travar a política de utilização de agrocombustíveis que originou o problema. Tudo isto sem que os responsáveis políticos percebam de uma vez por todas que é preciso ouvir as vozes discordantes e as alternativas sugeridas na altura em que se constroem as políticas e não 20 ou 30 anos depois, como aconteceu e continua a acontecer com o petróleo.
Agora temos duas opções: ou o efeito especulativo que está a impulsionar os preços abranda e o problema volta à invisibilidade das questões de organização social do solo e da soberania alimentar dos povos mais desprotegidos; ou o efeito permanece e talvez as populações ocidentais percebam o alcance potencialmente catastrófico das decisões que estão a ser tomadas longe das vozes dos cidadãos, nomeadamente ao nível europeu.
O facto de uma política global ter um impacto tão rápido e evidente nos bolsos (e estômagos) das pessoas e o facto de estarmos a assistir directamente à substituição da produção da nossa comida pela produção de energia são provas contundentes de que vamos por um caminho errado, não só em termos ecológicos, mas também nos nossos valores civilizacionais.
Talvez agora as pessoas percebam que substituir combustíveis não chega: temos todo um sistema económico para repensar…

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