E depois do adeus…
Publicado por ptattac em 25/04/09
Em Abril a vida de alguns de nós mudou… porque a fizemos mudar. Outros de nós sempre se souberam com Abril na vida. E agora, juntos, estamos aqui também porque sabemos que Abril se continua a fazer, e é preciso quem vá metendo um cravo na engrenagem.
Não gostamos de cravos nostálgicos, de primaveras murchas, nem tão pouco de jardins que não sabem porque nasceram. Por isso hoje dizemos que a Avenida é nossa… e dos nossos pais, dos nossos filhos, dos nossos avós e dos nossos netos.
Mas fazemos mais – mudamos de casa. Voltamos ao Grão de Areia, agora em http://blog.attac.pt
Recuperamos uma velha morada, sem nostalgias, mas com memória. E mudamo-nos a 25 de Abril porque o nosso compromisso é ir metendo o tal grão de cravo na engrenagem, não a horas certas, mas todos os dias.
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Nos 35 anos de 25 de Abril…
Publicado por ptattac em 23/04/09
2 milhões de pobres em Portugal.
Uma chatice…
Portugal é o país com a maior desigualdade social da União Europeia.
Que cena…
20 000 milhões para apoiar os Bancos que dificultam o crédito às pessoas.
Tá-se, não é?
Se calhar…
Se calhar era melhor fazer alguma coisa…
Protestar ou algo do género…
Nos 35 anos do 25 de Abril, a economia teima em não estar ao serviço das pessoas!
A ATTAC participa na Marcha de Comemoração do 25 de Abril em Lisboa.
Ponto de Encontro:
15:15h em frente à sede do DN
Junta-te a nós! Trás um amigo! Faz barulho!
Faz qualquer coisa! Mas faz!
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Jantar EM ABRIL ESPERANÇAS MIL
Publicado por ptattac em 21/04/09
30 ABRIL, 5ª FEIRA, JANTAR-CONVÍVIO
RESTAURANTE DO MERCADO DA RIBEIRA (1º ANDAR)
A PARTIR DAS 19H30
Intervenções:
Alexandre Quintanilha cientista, Univ. do Porto
João Rodrigues economista, Univ. de Manchester
Carlos de Matos Gomes militar
Participação musical:
Paulo Saraiva e Francisco Naia
EM ABRIL, ESPERANÇAS MIL!
35 anos depois do 25 de Abril de 1974, neste Portugal a entristecer, é preciso perguntar ao funesto vento porque razão ele não nos traz Abril, com seu cravo e sua esperança. Vento que de Abril não dá sinais, é um vento do esquecimento e por isso de Abril nos lembramos cada vez mais. E por Abril lutamos e lutaremos.
35 anos depois do 25 de Abril, a juventude olha inquieta o futuro, os reformados vivem na angústia de um amanhã pior, os trabalhadores sofrem o desencanto provocado por uma política atentatória dos seus direitos e da sua dignidade social e profissional. Porém,
35 anos depois do 25 de Abril, continuamos a ser homens e mulheres em movimento, sabedores de que o 25 de Abril é uma data prenhe de sentido porque ela encerra a substância do futuro – o de uma pátria livre e culta, justa e solidária, sem humilhados e ofendidos, democraticamente emancipada. E feliz.
35 anos depois do 25 de Abril, continuamos com nossas mãos, firmes e confiantes, a preparar a parição desse futuro.
35 anos depois do 25 de Abril, Abril resiste como um cravo vermelho na manhã agreste!
INSCRIÇÕES / PAGAMENTO
Custo: 20 euros (crianças até aos 7 anos não pagam).
E-mail: jantarabril2009@gmail.com
Livraria Círculo das Letras:
Rua Augusto Gil, 15 B – tel: 210 938 753
Livraria do Espaço Ribeira – tel: 213 474 098
Livraria do Cinema King – tel: 218 408 168
Elementos da Comissão Promotora
Mais informações: www.emabrilesperancasmil.blogspot.com
COMISSÃO PROMOTORA
Alice Maldonado Freitas
Almor Viegas
Ana Paula Coelho
António Avelãs
António Bica
António Borges Coelho
António Brotas
António Castela
António Manuel Garcia
António Matos Viegas
Armandina Maia
Armindo Carvalho
Artur Baptista
Artur Pereira
Bernardino Aranda
Bruno da Ponte
Bruno Simão
Carlos Brito
Carlos Trindade
Clara Queiroz
Conceição Rodrigues
Domingos Lopes
Edmundo Pedro
Eduarda Dionísio
Fernando Gomes
Fernando Vicente
Francisco Castro Rodrigues
Francisco Corredoura
Francisco Lopes Pereira
Francisco Naia
Helder Costa
Helena Neves
Helena Roseta
Helio Samorrinha
Henrique Sousa
Isabel de Castro
Isabel do Carmo
Isabel Medina
Isabel Tadeu
Joana Amaral Dias
Joana Ruas
João Almeida
João Bau
João Carlos Afonso
João Malheiro
João Semedo
Jorge Araújo
Jorge Lino
Jorge Castro
José Carreira Marques
José Fidalgo
José Gabriel P. Pinto
José Guilherme Gusmão
José Hipólito dos Santos
José Manuel Mendes
José Neves
José Ribeiro Lopes
José Tavares
José Zaluar Basílio
Julia Coutinho
Licínio Carvalho
Luís Filipe Costa
Manuel Carlos Silva
Manuel Duran Clemente
Manuel Vasconcelos
Maria Adozinda Pereira
Maria da Graça L. Marques
Mário de Carvalho
Maria do Céu Guerra
Maria Helena Dias
Maria Luísa Vasconcelos
Maria Teresa Horta
Mário Jorge Neves
Mário Tomé
Martins Guerreiro
Nuno Fonseca
Óscar Soares
Paula Cabeçadas
Paulo Fidalgo
Paulo Rato
Paulo Sucena
Raúl Calado
Raúl Hestnes Ferreira
Rogério Brito
Rui Pinheiro
Rui Tavares
Sandra Monteiro
Sérgio Vitorino
Teresa Dias Coelho
Ulisses Garrido
Valentina Garcia
Victor Manuel Santos
Virgilio Teixeira
Vítor Sarmento
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Seminário Pensamento Crítico Contemporâneo :: A Economia Para Além Da Economia
Publicado por ptattac em 16/04/09
SEMINÁRIO PENSAMENTO CRÍTICO CONTEMPORÂNEO
a economia para além da economia
de 7 de Maio a 11 de Junho de 2009
ISCTE
Auditório B203 (Edifício II)
2ªs e 5ªs das 19h às 20h30
metro: Entrecampos | Cidade Universitária
Inscrição necessária, lugares limitados!
Preço: 15€
Os 15€ dão direito a entrada em todas as sessões, assim como acesso a material de leitura. Será emitido certificado de participação.
A possibilidade de inscrição em sessão avulsa está limitada ao número de lugares disponíveis em cada sessão e não é susceptível de reserva prévia. Neste caso, o custo é de 4€ por sessão.
Organização:
CRIA Centro em Rede de Investigação em Antropologia
unipop :: www.u-ni-pop.blogspot.com
A presente crise convida a um debate acerca do económico que convoque diferentes tradições teóricas das ciências sociais e do pensamento político. A unipop, no seguimento dos seminários de introdução ao pensamento crítico contemporâneo, e o CRIA, centro em rede de investigação em antropologia, promovem um encontro mais demorado com a economia, interrogando os próprios limites da divisão entre económico, político, social e cultural. Através do percurso de vários autores e tradições, o seminário procurará debater a economia a partir de um lugar onde teoria social, pensamento económico, filosofia, antropologia e história dos movimentos sociais se revelem indissociáveis. O seminário está aberto à frequência de todas e todos que por ele se interessem, não sendo necessário qualquer tipo de qualificação académica ou profissional. A fim de um melhor aproveitamento das sessões, será distribuído material de leitura aos inscritos.
Inscrições: unipopeconomia@gmail.com
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Programa
* no final do post é possível encontrar um breve cv de cada conferencista
7/5: a produção em deleuze e guattari [sessão de abertura, entrada excepcionalmente livre]
maurizio lazzarato
11/5: a dádiva em marcel mauss
filipe reis
14/5: a grande transformação de karl polanyi
francisco louçã
18/5: ben fine e os mundos do consumo
emília margarida marques
21/5: foucault, governamentalidade e liberalismo
josé luís câmara leme
25/5: a economia política alemã em georg simmel e max weber
josé luís garcia
28/5: a moeda viva de pierre kolokowski
josé bragança de miranda
1/6: harold innis e a economia política dos media
filipa subtil
4/6: operários e capital de mario tronti
ricardo noronha
8/6: david harvey, economia e espaço
hugo dias
11/6: karl marx crítico de friedrich list
josé neves
Apoios: NúMENA | AEFCSH | AEISCTE | ATTAC-PORTUGAL
Apresentação dos conferencistas
Maurizio Lazzarato é sociólogo e filósofo, membro do Labaratoire Matisse-Isys (Universidade Paris 1) e da direcção da revista Multitudes. Entre as suas áreas de interesse estão os movimentos precários, a relação entre trabalho e arte, Gilles Deleuze, Gabriel Tarde. Recentemente publicou Intermittents et Précaires (com Antonella Corsani) e Puissances de l’invention. La psychologie économique de Gabriel Tarde contre l’économie politique.
Filipe Reis é antropólogo, investigador do CRIA e professor no ISCTE, onde lecciona disciplinas na área da antropologia económica e da antropologia dos media, áreas nas quais tem publicado vários trabalhos. Realizou uma tese de doutoramento intitulada Comunidades Radiofónicas. Um estudo Etnográfico sobre a rádio local em Portugal.
Francisco Louçã é economista, professor no ISEG-UTL, deputado ao parlamento português e coordenador do Bloco de Esquerda. Tem desenvolvido investigação a nível da história da economia e da teoria dos ciclos. Entre outros, publicou Das Revoluções Industriais à Revolução da Informação (com Chris Freeman) e Turbulência na Economia.
Emília Margarida Marques é antropóloga, investigadora do CRIA. Realizou o seu doutoramento em 2003, com uma tese intitulada Conduzir a máquina, construir o trabalho. Sobre usos sociais da matéria. Tem vários trabalhos publicados acerca de trabalho, indústria e técnicas, cultura material e consumos.
José Luís Câmara Leme é filósofo, professor na Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Técnica de Lisboa, onde lecciona disciplinas nas áreas da Filosofia da Técnica e da Filosofia da Ciência. Doutorou-se em filosofia com uma tese acerca de Michel Foucault, sobre o qual tem vários trabalhos publicados. Tem igualmente trabalhado a obra de Hannah Arendt.
José Luís Garcia, sociólogo e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, tem-se dedicado, entre outras matérias, ao estudo da ciência e tecnologia contemporâneas. Entre outras publicações, co-editou recentemente o livro Razão, Tempo e Tecnologia – Estudos em Homenagem a Hermínio Martins.
José Bragança de Miranda é sociólogo, professor na FCSH-UNL e professor convidado na Universidade Lusófona. As suas principais áreas da investigação são cibercultura, cultura, comunicação e media. Entre outros, publicou Queda sem fim, Teoria da Cultura e, mais recentemente, Corpo e Imagem.
Filipa Subtil é socióloga e professora na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa. A sua principal área de investigação é a sociologia dos media e a teoria da comunicação. Tem trabalhado a obra de Harold Innis e publicou recentemente Compreender os media. As extensões de Marshall McLuhan.
Ricardo Noronha é historiador, investigador do Instituto de História Contemporânea da FCSH-UNL. Realiza actualmente uma investigação de doutoramento acerca da nacionalização da banca em Portugal durante o período revolucionário.
Hugo Dias é sociólogo, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, onde realiza actualmente o seu doutoramento sobre sindicalismo e movimentos sociais, área onde tem publicado os seus trabalhos.
José Neves é historiador, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde realiza actualmente pós-doutoramento. Tem-se dedicado ao estudo dos nacionalismos e à história do comunismo. Publicou recentemente Comunismo e Nacionalismo em Portugal – Política, Cultura e História no Século XX.
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Somos muitos + :: Festa Mayday Lisboa 2009
Publicado por ptattac em 15/04/09
A caminho do 1º de Maio, continuamos a mobilização. «Somos muitos +: a Festa MayDay Lisboa 2009» está a chegar, para juntar muita gente antes da parada no Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.
Uma Festa para continuar este percurso de visibilidade e luta contra a precariedade. E para chegar a mais gente esta ideia: é possível enfrentar a precariedade e descobrir espaços de encontro que nos tornam mais fortes.
É por isso que pensámos um espaço de convívio em que os concertos, os filmes, a música, o espaço de construção de materiais para a parada, a presença do movimento associativo, as conversas e os copos são propostas para acrescentar vozes e ideias à parada de precários e precárias do 1º de Maio.
É já na próxima 6ª feira, no Ateneu Comercial de Lisboa, bem no centro da cidade, ao lado do Coliseu. À entrada, pedimos-te uma pequena contribuição: sim, porque não queremos ter patrocínios para esta montar esta Festa e construir o MayDay Lisboa 2009.
A exploração está na moda entre patrões e governos, somos cada vez mais aqueles e aquelas que vivem vidas permanentemente precárias. Somos muitos mais do que dizem as estatísticas. Somos mais do que números, somos pessoas. E lutamos para que as nossas vidas não sejam assim para sempre.
Estamos a meio de um percurso que junta diversidade na recusa, com a força e energia de cada um de nós. Queremos ser muitos e muitas mais, para fazer uma grande parada no 1º de Maio!
Vem festejar a recusa da precariedade! Contamos contigo!
17 de Abril, 6ª feira :: a partir das 22h
Ateneu Comercial de Lisboa
Rua das Portas de Santo Antão, 110 (perto do Coliseu)
Metro: Restauradores
:: CONCERTOS de As Tucanas e Pedro e Diana ::
:: DJ’s Crew Hassan ::
:: JOGOS :: FILMES :: Music battle* :: Construção de materiais para o 1º de Maio :: BANCAS ::
O Precariado dá luta!
* traz o teu leitor de música portátil com as tuas músicas para também fazeres a festa! Na «Music battle» cada pessoa que queira pode escolher uma música com a ajuda do DJ e levar a festa ao rubro!!
maydaylisboa@gmail.com
maydaylisboa.net
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A ATTAC volta à rua!
Publicado por ptattac em 6/04/09
No próximo 25 de Abril, queremos marcar presença no desfile!
Aparece na reunião de preparação do desfile da ATTAC, na próxima Terça 7Abril às 18h30 na Casa do Alentejo,
para discutir a nossa forma de participação de modo a tornar o desfile mais interessante e animado.
Terça, 7 Abril – 18h30
Casa do Alentejo
Rua das Portas de Santo Antão 58
Lisboa
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Solidariedade com a Palestina
Publicado por ptattac em 31/03/09
Pelo fim imediato da violência e da violação dos direitos humanos
Pela inscrição imediata de um processo de paz justa na agenda internacional
Pelo reconhecimento efectivo do direito à autodeterminação
Pelo reconhecimento do Estado da Palestina lado a lado com o Estado de Israel
Na oportunidade do apelo do Fórum Social Mundial reunido em Belém, Brasil entre 27 de Janeiro e 1 de Fevereiro, para o dia 30 de Março ser dedicado à solidariedade com o Povo Palestiniano, a ATTAC-Portugal manifesta uma vez mais a sua solidariedade militante com os homens, mulheres e crianças palestinianos que têm dado ao mundo um persistente e ímpar exemplo de dignidade e coragem.
A história recente da Palestina é uma história de dor.
De separação e dor.
É uma luta com mais de sessenta anos, de um povo que mais não exige que o direito a ter o seu próprio Estado independente, como lhe foi assegurado e oficialmente estabelecido pela ONU no próprio acto que estabelecia o Estado de Israel, representação política do estabelecimento abusivo em terra palestina de centenas de milhar de pessoas que nunca ali tinham vivido, mas que reivindicavam uma pertença e um direito bíblicos apenas invocados pela sua própria religião, no meio das três – judeus, cristãos, muçulmanos – que tiveram origem naquela terra.
Como se a Palestina fosse terra de ninguém, mas todos sabendo que lá viviam há milénios, cultivando pacificamente as suas terras, os palestinianos.
E os judeus europeus, que durante milénios viveram, trabalharam e sofreram na Europa, foram ocupar violentamente – pois só assim poderia ser, aterrorisando, desapossando, expulsando, perseguindo, matando – a terra palestiniana.
As nações detentoras dos privilégios da civilização ocidental, que colonizaram aquelas e outras terras por esse mundo fora, ao darem entrada no processo geral de descolonização que se seguiu à II Guerra Mundial, forjaram a mais bárbara das colonizações que nem no criminoso appartheid encontra paralelo: aquela em que o colonizador não só não reconhece ao colonizado o direito à autodeterminação, como tem nos seus objectivos expressos a expulsão do colonizado da sua própria terra.
É esta aberração histórica, social, política, jurídica e ética que se passa na Palestina sob a atenta observação dos seus responsáveis históricos – os EUA e os países da União Europeia, e a cada vez mais comprometedora abulia do mundo árabe.
Todas as resoluções da ONU, desde há sessenta anos a esta parte, conferem aos palestinianos o direito à sua terra e a constituirem-na como Estado independente, respeitando a existência do Estado de Israel. Mas as potências que são capazes de mobilizar biliões de dólares e meios militares monstruosos para bombardear e arrasar terras longínquas em nome da democracia, e da própria ONU, não mexem uma palha para obrigarem ao cumprimento das resoluções por si próprias aprovadas.
Todos os chamados processos de paz têm sido armadilhados, se não mesmo sabotados, numa persistente tarefa de anulação sistemática e progressiva dos direitos palestinianos.
Nesta luta desigual, contra a violência institucional, policial, social, económica e militar de Israel, o povo palestiniano, ainda vê, tantas vezes, negado o direito de resposta na mesma moeda, já que a arma do direito internacional imposto pela comunidade internacional, permanentemente invocada, lhe é recusada.
As eleições que, na Palestina, em Janeiro de 2006, deram uma vitória arrasadora ao programa político do Hamas de combate à corrupção que corroi a Autoridade Palestiniana, de luta sem tréguas pela autodeterminação e continuidade de projectos de apoio social sem precedentes na Palestina, foram consideradas pela comunidade internacional como válidas, transparentes, democráticas.
A mesma comunidade internacional, perante os resultados por ela própria sancionados, iniciou um processo sinuoso de isolamento e provocação ao Hamas, recusando-se nomeadamente a reconhecer o seu governo democraticamente eleito, provocando uma vez mais uma situação de conflito e divisão interna na Autoridade Palestiniana, tão ao jeito do governo israelita que aproveitou para em Dezembro do último ano e durante 23 dias levar a morte e a destruição à faixa de Gaza, cercada há nove meses sem possibilidade de contacto com o exterior nem de abastecimento da população, que nem sequer pôde abandonar o território para fugir aos bombardeamentos.
Os países da União Europeia, ao mesmo tempo que contemporizam com as razias sionistas, são os mesmos que acorrem pressurosos a entregar milhares de milhões de euros à Autoridade Palestiniana para a reconstrução, sabendo que pouco tempo depois tudo o que foi reconstruido poderá ser de novo arrasado, como o comissário norueguês da Comissão Europeia reconheceu publicamente ao anunciar recentemente uma doação milionária.
É como se o exército israelita fosse muito prosaicamente um instrumento de grandes empresas de construção civil europeias e israelitas.
Israel é a maior potência de região, possui um número indeterminado de bombas nucleares, em violação flagrante, e uma vez mais consentida, dos tratados internacionais, possui o maior e mais bem equipado, a partir dos EUA, exército da região e um dos maiores e mais sofisticados do mundo. Israel leva a guerra, a morte e a destruição aos países limítrofes e sistematicamente às terras palestinianas, violando todas as resoluções da ONU, violando o direito internacional, violando os direitos humanos no seu próprio território. Em terras ocupadas ergueu um muro que separa os palestinianos das suas terras de cultivo, dos seus locais de trabalho, as crianças das escolas, os doentes dos hospitais, que separa famílias inteiras.
No entanto as potências ocidentais, e a própria ONU, aceitam sem pestanejar as alegações de Israel de que está permanentemente sob ameaça, numa cínica justificação para uma política que sustenta a sua economia na guerra e que pretende expulsar definitivamente os palestinianos da Palestina, objectivo que nem sequer se dão ao trabalho de disfarçar.
E assim se chegou ao ponto em que, como sucedeu há dois meses, o representante de Israel na Comissão dos Direitos Humanos em Genebra, poder afirmar, ipsis verbis, «a ONU faz resoluções e nós fazemos o que entendemos». E assim se chegou ao ponto em que o recém nomeado ministro dos negócios estrangeiros de Israel, o snr. Lieberman, pode usar em relação aos árabes uma linguagem fascista de perseguição étnica ameaçando com execuções e afogamento quem recuse o juramento de lealdade ao governo sionista. Isto sob a continuada e obsequiosa atenção das nações e potências democráticas em luta contra o terrorismo!
A história deste conflito, para além de sofrimentos indizíveis, tem provocado efeitos nefastos nas condições da gestão pública e uma mancha indelével nos códigos de direito internacional.
Há duas semanas o embaixador de Israel em Portugal revelava a sua grande alegria pela possibilidade de o primeiro Ministro de Portugal poder visitar Israel a breve trecho. Seria uma indignidade sem nome à qual os cidadãos portugueses deveriam opor-se veementemente.
É com a consciência de que da resolução – de acordo com o direito internacional, o direito dos povos e das nações e os direitos humanos – do chamado conflito Israelo-Palestiniano depende em grande medida um futuro de paz e de justiça para o mundo, que ATTAC Portugal apela aos cidadãos e cidadãs portugueses – que deram ao mundo uma lição exemplar no seu apoio e solidariedade com outro povo heróico e sofredor, o povo de Timor-Leste – para condenarem todas as manobras de cinismo político, destinadas a colocar à frente dos direitos dos povos os interesses de rapina das grandes potências naquela área fulcral do globo; e expressem da forma que considerarem mais adequada o seu apoio e solidariedade à luta do povo palestiniano exigindo o fim da instalação de colonatos e de qualquer tipo de agressões militares ou policiais, ou de índole social ou política, e o rápido estabelecimento das condições para uma paz justa no reconhecimento do Estado Palestiniano lado a lado com o Estado de Israel, no respeito pelas resoluções do Conselho de Segurança da O NU.
O Grupo para a Paz e dos Direitos Humanos da ATTAC Portugal
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De Oslo a Cádis: NÃO VAMOS PAGAR A VOSSA CRISE!
Publicado por ptattac em 28/03/09
Núcleos da ATTAC de toda a Europa participam em dia de acção global contra o G20
Em vésperas de suposta cimeira financeira global do G-20, que começa em Londres no próximo dia 2 de Abril, milhares de pessoas por toda a Europa estão nas ruas hoje, dia 28 de Março, para exigirem uma sociedade construída com base na solidariedade e para protestarem contra as políticas anti-sociais motivadas pela crise que os seus governos e o G20 estão a adoptar. Estão na em resposta ao apelo para um dia de acção global a 28 de Março lançado no Fórum Social Mundial em Belém, Brasil. Com o slogan «Não vamos pagar a vossa crise», um número significativo de organizações da ATTAC Europa participou activamente na ampla coligação de forças políticas que organizou as manifestações, comícios e acções de rua.
No apelo aos protestos a 28 de Março, a rede europeia da ATTAC reivindica um sistema económico que «sirva as pessoas e o ambiente.» O preço da actual crise deve ser pago pelos especuladores que acumularam lucros astronómicos no passado, não pelos cidadãos. É o sistema que tem de mudar.
«A ATTAC está a mobilizar-se em toda a Europa. Em nome de toda a sociedade civil, a 28 de Março a nossa rede critica os responsáveis pela crise e exige o controlo democrático sobre os mercados financeiros e a protecção das pessoas das consequências anti-sociais das actuais políticas de resposta à crise. Esta assunto ultrapassa em muito as fronteiras nacionais e é uma causa europeia e global», diz Hugo Braun, membro da direcção da ATTAC Alemanha. Enfrentar o desafio global lançado por esta crise requer uma resposta também ela global. O dia de acção global é mais um passo nessa direcção.
Espera-se que a maior manifestação ocorra em Londres, com a palavra de ordem «Primeiro as Pessoas.» Activistas da ATTAC de toda a Europa participar nesta manifestação de protesto. Susan George, presidente honorária da ATTAC França, fala em Hyde Park em nome da Rede ATTAC Europa. «Esta crise é uma crise de todo o sistema mundial – é uma crise de pobreza e desigualdade, de alimentação e agricultura, do clima e do ambiente. Por isso, vamos usar a crise financeira para resolver as outras e vamos começar pelos bancos. Os bancos são nossos!», salienta Susan George.
Na Alemanha, esperam-se dezenas de milhares de pessoas em manifestações em Berlim e Frankfurt am Main, co-organizadas pela ATTAC em coligação com vastas alianças de cidadãos. «A chave para sair da crise rumo a uma economia global estável é uma alteração de rumo em termos de redistribuição da riqueza: dos ricos para os pobres. É preciso implementar novas taxas nacionais e internacionais, e o sistema financeiro deve estar nas mãos do público, fora da lógica dos super lucros», diz Alexis Passadakis, um dos oradores da ATTAC nos comícios.
Depois da impressionante greve geral em França em 19 de Março, os núcleos franceses da ATTAC participam em acções locais em cerca de cinquenta cidades francesas. «O G20 e os governos já mostraram que só estão interessados em salvar o sistema, manter os privilégios de uma minoria e socializar as prejuízos gerados pela crie. Face a isso, é preciso uma grande mudança no sistema e exigimos a aplicação imediata das seguintes medidas: abolição dos paraísos fiscais, novas taxas, particularmente sobre transacções financeiras, limitação de salários milionários e a construção de um sistema bancário e financeiro público», diz Aurélie Trouvé, presidente da ATTAC França.
Na Áustria, uma vasta coligação de mais de duzentas e vinte organizações – incluindo, mais uma vez, a ATTAC – convocou uma manifestação para Vienna. Para Alexandra Strickner, secretária-geral da ATTAC Áustria, «os principais causadores do crash financeiro são quem está agora a preparar o caldo que será servido às classes mais desfavorecidas em cento e noventa e três países. Por isso, os Estados, os parlamentos e os representantes da sociedade civil devem poder participar democraticamente nas conferências globais sobre finanças. É necessário criar uma instituição nova e realmente democrática sob o auspício das Nações Unidas. »
De Barcelona a Madrid, passando por Sevilha, Granada, Múrcia e Cádis, a ATTAC, juntamente com outros movimentos sociais, organizou protestos nas ruas de várias cidades espanholas. Na Noruega a ATTAC convocou uma manifestação em frente do Parlamento em Oslo, e na Suiça, a ATTAC, integra a grande coligação que promove a manifestação em Genebra.
A ATTAC Portugal está solidária com estas iniciativas e subscreve as exigências as suas congéneres na rede europeia da ATTAC.
Publicado em ATTAC Internacional, G-20 | 1 Comentário »
